domingo, 9 de março de 2014

The Witcher



The Witcher é um Action RPG da empresa polonesa CD Project RED, sendo baseado nos livros de mesmo nome do autor Andrzej Sapkowski. Os livros contam as aventuras do witcher Geralt of Rivia, o personagem principal da trama. O jogo foi publicado pela Atari em outubro de 2007.

O jogo conta a historia de Geralt of Rivia, um witcher. Witchers são caçadores de monstros, criados através de técnicas avançadas de que mistura magia e biologia, o que lhe concede uma maior habilidade física e mágica, ao mesmo tempo os transformando em mutantes e os deixando estéreis.

Geralt of Rivia, conhecido como  White Wolf por seus  cabelos brancos,ele é o Protagonista deste jogo.
O jogo começa com Gerald sendo levado para a fortaleza dos Witchers em Kaer Morhen por companheiros que o encontraram inconsciente em um campo, lá ele encontra a feiticeira Triss Merigold. Ele não se lembra de nada de sua vida e para piorar a situação o forte é atacado por um grupo conhecido como Salamandra.

Durante o ataque vários Witchers são abatidos e os invasores conseguem roubar os mutagenes, usados para criar os Witchers. Gerald e Triss agora partem para uma aventura tentando impedir os planos dos invasores.

Durante sua busca Gerald enfrenta muitos inimigos, incluindo varias criadoras poderosas. E durante a noite os monstros ficam mais agressivos e aparecem com maior frequência.

Uma ponto bem legal no enredo do jogo é que ao invés de somente tentar descobrir o passado de Geralt, você vai, durante a jornada, construir uma personalidade para ele.

O sistema de quest apresenta as escolhas morais, onde você só não decide como vai terminar a missão, como também molda uma personalidade para Gerald.

Durante uma quest eu podia escolher entre matar um homem que era afetado pela maldição da licantropia, que o fazia virar lobisomem, ou deixa-lo vivo, porque ele usava suas habilidades para combater os bandidos da cidade.

Quando você faz a escolha, há uma cutscene de Geralt refletindo sobre sua decisão. E nem só as missões da historia principal é boa, mas varias das secundaria são ótimas, e algumas com desdobramentos bem surpreendentes.

O menu do jogo não é uma das melhores coisas do jogo. Muito coisa e na tela e não é muito boa. Além disso Gerald além das duas espadas, carrega outras armas que não são uteis para nada, já que não funcionam nos combos.

Um dos problemas deste jogo está no sistema de guia das missões, ele funciona bem nas maiorias das vezes. Porem algumas vezes ele aponta para onde o personagem da quest deveria estar, e não onde ele realmente está.

Isso é, você está com uma quest para falar com o capitão da guarda de Vizima,um das cidades do jogo, o mapa diz que ele está na torre dos guardas, onde você já o viu lá antes. Mas quando você chega ele não está.

O mapa aponta para aquele lugar, mas na verdade ele vai estar em outro lugar por causa de algum evento.

Eu fiquei um bom tempo procurando pela cidade e não o encontrava, até que passando pela centro da cidade e vi uma aglomeração de pessoas em frente a um prédio, foi lá verificar o que estava acontecendo e o encontrei lá esperando para me dar outra quest.

Este problema é bem raro, mas irritante, porque você que ficar procurando o NPC em vários lugares. Isso acontece quando você da com o guia de quest ligado, mas outra coisa acontecendo no jogo.

O sistema de combate é bem interessante, bem diferente da  maioria dos  jogos.
O combate do jogo é bom e simples. Geralt tem três instâncias de combate, uma onde ele prioriza mais a força, e que é bom para inimigos mais lentos.

A segunda é mais focada em agilidade, eficiente contra inimigos velozes e que que se defendem melhor, muitas vezes esquivado dos seus golpes da instância de força.

E a terceira que é focada em lutas contra vários inimigos juntos, está funciona como a de agilidade, mas causa bem mais dano quando você esta cercado.

As Instâncias são mostradas na parte esquerda de tela em frete a arma que esta selecionada. O Lobo é a instância da força, o Jaguar é da agilidade e a Águia é a contra grupos.

Estas instâncias permitem você fazer combos durante a luta. Quando você clicar num inimigo para atacar , você vai começar uma sequencia, durante a sequencia seu cursor via ficar amarelo, e é neste momento você deve clicar de novo para continuar batendo e realizar os combos, que causam mais dano.

Cada instância tem sua própria sequencia, mas a mecânica é igual para todas.


Além das armas, Um Witcher tem como arsenal varias poções que ele mesmo faz usando alquimia. Sempre tenha elas a mão.

Geralt carrega consigo uma conjunto de armas, sendo a espada de aço voltada para combater humanos, elfos e anões. Há a espada de prata, para matar todo de monstros. Usar a arma de um tipo de inimigo contra outro causa menos dano.

Além destas duas espadas, que podem ser usadas juntos com as instâncias de combates, ele ainda leva uma outra arma passada e um leve. Mas eles não são usadas com as instâncias, o que as torna bem inúteis. Só usei um pouco no começo do jogo, mas depois que fica evidente suas desvantagens nunca mais as utilizei.

O mapa ajuda muito quando você ta perdido, as quests ativas ficam com o marcados piscando no mapa
Além das armas você ainda conta com varias poções, que você mesmo pode cria através da alquimia. Eles funcionam de um jeito bem criativo, na medida que elas dão um bônus para o Geralt, elas também são toxicas.

Mas como Geralt é um mutante ele aguenta até um certo nível de intoxicação antes de morrer ,algo que mataria um humano comum.

Foi uma boa sacada colocar, quando você está com muita toxina no corpo, o som do coração de Geralt batendo forte e uns brilhos vermelhos aparecerem na tela, como se você tivesse a beira de uma overdose.

Os gráficos do jogo parecem ultrapassados hoje em dia, mas na época eram ótimos, lembrando Neverwinter Nights 2. Hoje o que ainda o torna um ótimo jogo é sua historia, o que é fundamental para um RPG.

Você ainda conta com magia, que são aprendidas através de runas mágicas encontradas pelo mundo. Elas permitem você a derrubar inimigos, incendia-los, controlar suas mentes e outras coisas.

As runas mais legais foram a Igni, que usava para queimar os inimigos durante o combate e a Aard, que tinha grande chance de deixa-los tontos, o que permite dar uma ataque mortal quando estão neste estado.

O sistema de talentos permite criar uma boa variedade de personagens, focados mais em combate físico, ou mágico e mesmo um misto dos dois.

A barras do lada da cabeça de lobo são a Vida(vermelha), Vigor (amarela) que é  gasta conforme você usa magia, e a d Intoxicação(verde) não a deixa-a fica cheia.
O jogo tinha um gráfico muito bom na época do seu lançamento, e mesmo hoje ele ainda está bom, tirando algum lugares, como os campo aberto, onde você que ele já tá meio datado.

A sua ambientação é excelente, tento um ótimo trabalho de arte e designer.

O áudio do jogo é bom, mas não marcante. As vozes dos personagens foram bem escolhidas, principalmente dos principais. Particularmente gostei muito da voz de Geralt.

Um problema que vem por causa da época do jogo é o sistema de save. Há poucos auto-saves, te fazendo perder um bom tempo de jogo caso você morra e não tenha salvado.

E como hoje em dia, a cada porta que você abre os jogos atuais dão um save para você, não estamos acostumados a salvar depois de fazer coisas importantes.

The Witcher é um dos melhores jogos de RPG que joguei, principalmente pelo seu enredo, que num jogo de RPG é algo fundamental.

Para quem está procurando uma boa aventura The Witcher é uma boa pedida.